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artéria carótida

Cardiovascular/Anatomia e patologia vascularCardiovascularSistema nervosoCabeça e pescoço

Resumo

As artérias carótidas são grandes vasos pareados que irrigam o encéfalo, a face e o pescoço. A artéria carótida comum se bifurca na artéria carótida interna (irriga o encéfalo por meio da circulação anterior) e na artéria carótida externa (irriga a face, o couro cabeludo e as estruturas do pescoço). A aterosclerose carotídea é um importante fator de risco para AVC isquêmico e AIT.

Detalhes

Anatomia: As artérias carótidas comuns originam-se de forma assimétrica — a direita a partir do tronco braquiocefálico, a esquerda diretamente do arco aórtico — e ascendem no pescoço dentro da bainha carotídea, ao lado da veia jugular interna e do nervo vago. No nível de C4 (cartilagem tireóidea), cada uma se bifurca em artéria carótida interna (ACI) e artéria carótida externa (ACE). O seio carotídeo (barorreceptor) e o corpo carotídeo (quimiorreceptor) localizam-se nessa bifurcação e são inervados pelo NC IX (glossofaríngeo). A ACI não tem ramos no pescoço e entra no crânio pelo canal carotídeo para formar a circulação anterior do encéfalo (por meio do polígono de Willis), irrigando os olhos e os 2/3 anteriores dos hemisférios cerebrais. A ACE irriga estruturas extracranianas: face, couro cabeludo, tireoide e meninges por meio de múltiplos ramos (tireóidea superior, facial, maxilar, temporal superficial etc.).

Significado clínico: A aterosclerose carotídea, especialmente na bifurcação (local de fluxo turbulento), é uma importante causa de AVC isquêmico e AIT. A ausculta pode revelar um sopro carotídeo. A ultrassonografia duplex de carótidas é usada para avaliar estenose; estenose significativa (>70%) pode justificar endarterectomia carotídea ou colocação de stent para prevenir AVC, segundo dados dos estudos NASCET/ACAS. A amaurose fugaz (perda visual monocular transitória) sugere êmbolos da ACI/artéria oftálmica. A dissecção carotídea (frequentemente traumática ou espontânea, associada a doenças do tecido conjuntivo) pode causar AVC em pacientes mais jovens, apresentando-se com dor cervical, síndrome de Horner e isquemia cerebral. A massagem do seio carotídeo ou sua hipersensibilidade pode causar bradicardia reflexa/síncope (síndrome do seio carotídeo) por estimulação dos barorreceptores, mediada por aferentes do NC IX e eferentes vagais. Os tumores do corpo carotídeo (paragangliomas) apresentam-se como massas cervicais indolores na bifurcação, classicamente causando afastamento da ACI/ACE nos exames de imagem ("sinal da lira").

Fontes

  • Moore's Clinically Oriented Anatomy
  • First Aid for the USMLE Step 1
  • Robbins Basic Pathology
  • UpToDate: Carotid artery stenosis

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artéria carótida: glossário médico | Medusa