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íntron

Genética/Biologia molecularMolecular/Celular (não específico de órgão)Hematológico (p. ex., talassemia)Pulmonar (p. ex., fibrose cística)Neurológico (p. ex., neurodegeneração relacionada ao splicing)

Resumo

Íntrons são sequências não codificantes dentro de um gene que são transcritas em pré-mRNA, mas removidas por splicing antes da tradução, deixando apenas os éxons para formar o mRNA maduro. O splicing alternativo dos éxons (facilitado pela remoção dos íntrons) permite que um único gene produza múltiplas isoformas proteicas, aumentando a diversidade proteômica.

Detalhes

Íntrons (sequências intervenientes) são segmentos de DNA/RNA dentro de genes eucarióticos que interrompem os éxons codificadores de proteínas. Durante a transcrição, a RNA polimerase II produz o RNA nuclear heterogêneo (hnRNA/pré-mRNA), que contém tanto éxons quanto íntrons. O spliceossomo, composto por pequenas ribonucleoproteínas nucleares (snRNPs: U1, U2, U4, U5, U6) e proteínas associadas, reconhece sequências conservadas nas bordas dos íntrons: o sítio doador GU na extremidade 5', o sítio aceptor AG na extremidade 3' e uma adenosina interna do ponto de ramificação. O splicing ocorre por meio de duas reações de transesterificação que formam um intermediário em laço (lariat), excisando o íntron e ligando os éxons adjacentes.

Relevância clínica: mutações nos sítios de splicing (p. ex., que rompem as sequências consenso GU-AG) podem causar salto de éxon (exon skipping) ou retenção de íntron, levando a mRNA aberrante e doença; exemplos clássicos incluem certas formas de beta-talassemia (mutações nos sítios de splicing do gene da beta-globina) e alguns casos de fibrose cística. O splicing alternativo (inclusão/exclusão diferencial de éxons) é um mecanismo fundamental para gerar diversidade proteica a partir de um número limitado de genes e é regulado por fatores de splicing; sua desregulação está implicada em cânceres e doenças neurodegenerativas (p. ex., splicing da tau na demência frontotemporal).

Os íntrons também têm papéis regulatórios: alguns contêm elementos enhancer, microRNAs ou snoRNAs. O número e o tamanho dos íntrons variam amplamente entre genes e organismos; os procariotos geralmente não têm íntrons (seus genes costumam ser contínuos), uma característica distintiva fundamental em relação à estrutura gênica eucariótica, cobrada em provas. Compreender os limites íntron/éxon é essencial para interpretar mutações genéticas classificadas como mutações de sítio de splicing versus mutações missense/nonsense, o que é frequentemente cobrado em questões de genética do USMLE.

Fontes

  • First Aid for the USMLE Step 1
  • Molecular Biology of the Cell (Alberts et al.)
  • Lippincott Illustrated Reviews: Biochemistry
  • Robbins and Cotran Pathologic Basis of Disease

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íntron: glossário médico | Medusa