Pular para o conteúdo

zona pelúcida

Embriologia / Biologia reprodutivaReprodutivo (feminino)Reprodutivo (gametas masculinos)Embriologia/Desenvolvimento

Resumo

A zona pelúcida é uma camada de glicoproteínas que envolve o oócito (e o embrião inicial), medeia a ligação espécie-específica do espermatozoide, desencadeia a reação acrossômica e bloqueia a polispermia após a fertilização (reação zonal). Ela é eliminada ("eclosão") no estágio de blastocisto, antes da implantação.

Detalhes

ESTRUTURA: Matriz extracelular de glicoproteínas ZP1, ZP2, ZP3 (e ZP4 em humanos), secretadas pelo oócito e pelas células foliculares (da granulosa) a partir do estágio de folículo primário. Situa-se entre a membrana plasmática do oócito e a corona radiata (células da granulosa que circundam o oócito).

SEQUÊNCIA DA FERTILIZAÇÃO (alto rendimento): 1) O espermatozoide capacitado penetra a corona radiata (hialuronidase). 2) O espermatozoide se liga à ZP3 (receptor primário do espermatozoide; espécie-específico). 3) A ligação desencadeia a reação acrossômica: liberação de acrosina e outras proteases que digerem um caminho através da zona. 4) O espermatozoide funde-se com a membrana do oócito (Izumo no espermatozoide e Juno no oócito). 5) Reação cortical: uma onda de Ca2+ faz os grânulos corticais liberarem enzimas que clivam/modificam a ZP2 e a ZP3 (reação zonal). Isso torna a zona impenetrável a outros espermatozoides, o bloqueio lento da polispermia. O bloqueio rápido é a despolarização da membrana. 6) O oócito completa a meiose II, e os pronúcleos se formam e se fundem (singamia).

DESENVOLVIMENTO: A zona mantém os blastômeros unidos durante a clivagem e impede a implantação prematura, por exemplo na tuba uterina, o que colocaria em risco uma gravidez ectópica. No estágio de blastocisto (cerca do dia 5-6), o embrião "eclode" da zona, possibilitando a implantação (cerca dos dias 6-10) no endométrio por meio do trofoblasto.

CORRELAÇÕES CLÍNICAS: A falha da reação zonal leva à polispermia, que causa triploidia (p. ex., 69,XXY), mola parcial inviável ou aborto espontâneo precoce. Anticorpos antizona são uma causa proposta de infertilidade imunológica. A injeção intracitoplasmática de espermatozoide (ICSI) contorna a zona na infertilidade grave por fator masculino. A eclosão assistida é usada na fertilização in vitro (FIV) para zona espessada. Defeitos nos genes ZP podem causar síndrome do folículo vazio ou infertilidade. As proteínas da zona são estudadas como alvos para imunocontracepção.

MNEMÔNICO/PÉROLA DE ALTO RENDIMENTO: ZP3 = ligação do espermatozoide e desencadeamento da reação acrossômica. ZP2 = ligação secundária, clivada após a fertilização. Grânulos corticais = bloqueio lento da polispermia. Dia 1 = fertilização na ampola; a zona é perdida por volta do dia 5-6, no estágio de blastocisto.

Fontes

  • First Aid for the USMLE Step 1 (Embryology: Fertilization and early embryogenesis)
  • Langman's Medical Embryology
  • Moore, The Developing Human: Clinically Oriented Embryology
  • Pathoma (Fundamentals of Pathology) – Reproductive/Embryology sections
  • Guyton and Hall Textbook of Medical Physiology (Female physiology)

Material de estudo, não aconselhamento médico. Encontrou um erro? Use “Reportar” no complemento ou fale conosco.

zona pelúcida: glossário médico | Medusa