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osmolalidade sérica

Nefrologia/EndocrinologiaRenalEndócrinoNeurológicoCardiovascular

Resumo

A osmolalidade sérica mede a concentração de partículas de soluto por quilograma de água no soro sanguíneo, normalmente de 280-295 mOsm/kg. Reflete o equilíbrio hídrico do organismo e é determinada principalmente pelas concentrações de sódio, glicose e ureia. É fundamental para o diagnóstico e o manejo de distúrbios hidroeletrolíticos e de alteração do nível de consciência.

Detalhes

A osmolalidade sérica quantifica o número de partículas osmoticamente ativas dissolvidas no soro por quilograma de água. Os principais contribuintes são o sódio (e seus ânions), a glicose e o nitrogênio ureico sanguíneo (BUN), calculada como: 2 × [Na+] + [glicose]/18 + [BUN]/2,8. Os valores normais variam de 280-295 mOsm/kg. A hiperosmolalidade (>295) pode resultar de desidratação, hipernatremia, hiperglicemia ou ingestão de substâncias osmoticamente ativas (metanol, etilenoglicol). A hiposmolalidade (<280) geralmente indica excesso de água ou depleção de sódio, observada na SIADH, na polidipsia psicogênica ou com certos medicamentos. O gap osmolal (osmolalidade medida menos osmolalidade calculada) ajuda a identificar osmóis não mensurados, como os álcoois tóxicos. A osmolalidade sérica determina o movimento de água através das membranas celulares e é rigorosamente regulada pelo ADH e pelo mecanismo da sede. Alterações rápidas podem causar edema cerebral ou desidratação, tornando essencial a correção gradual no manejo clínico.

Fontes

  • Harrison's Principles of Internal Medicine
  • Brenner & Rector's The Kidney
  • First Aid for the USMLE Step 1
  • UpToDate Clinical Decision Support

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