síndrome da pele escaldada estafilocócica
Resumo
A síndrome da pele escaldada estafilocócica (SSSE) é uma condição cutânea mediada por toxina, causada por toxinas esfoliativas de S. aureus, que acomete principalmente neonatos e crianças pequenas. Apresenta-se com eritema generalizado, formação de bolhas superficiais e descamação da pele em lâminas, semelhante a uma queimadura.
Detalhes
A síndrome da pele escaldada estafilocócica é causada por toxinas esfoliativas (epidermolisinas A e B) produzidas por cepas específicas de Staphylococcus aureus. Essas toxinas clivam a desmogleína-1, uma proteína desmossômica da epiderme superficial, causando perda da adesão entre as células na camada granulosa. A condição geralmente começa com febre, irritabilidade e dor à palpação da pele, seguidas de eritema difuso que começa ao redor da boca, no pescoço e nas áreas flexurais. Em 1 a 2 dias, desenvolvem-se bolhas grandes e flácidas, que se rompem com facilidade, deixando áreas vermelhas e úmidas. A pele se separa em lâminas com pressão mínima (sinal de Nikolsky positivo). Diferentemente da necrólise epidérmica tóxica, a síndrome da pele escaldada estafilocócica acomete apenas a epiderme superficial, de modo que as superfícies mucosas geralmente são poupadas. O foco da infecção costuma ser distante (conjuntivite, otite média ou infecção umbilical em neonatos). O tratamento consiste em antibióticos antiestafilocócicos sistêmicos (cloxacilina, nafcilina ou vancomicina para MRSA). O prognóstico geralmente é excelente em crianças com tratamento imediato, mas a mortalidade pode ser maior em adultos devido à menor depuração da toxina.
Fontes
- Fitzpatrick's Dermatology in General Medicine
- Harrison's Principles of Internal Medicine
- Mandell, Douglas, and Bennett's Principles and Practice of Infectious Diseases
- First Aid for the USMLE Step 1
Material de estudo, não aconselhamento médico. Encontrou um erro? Use “Reportar” no complemento ou fale conosco.