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canal anal

Anatomia/GastroenterologiaGastrointestinalVascularLinfáticoNervoso

Resumo

O canal anal é o segmento terminal do trato gastrointestinal, com cerca de 4 cm, que se estende da junção anorretal até o ânus, marcado pela linha pectínea (denteada), que o divide em metades superior e inferior com origens embriológicas distintas. Contém os esfíncteres anais interno (involuntário, músculo liso) e externo (voluntário, músculo esquelético), que controlam a defecação. Sua irrigação sanguínea, inervação e drenagem linfática, duplas e peculiares acima e abaixo da linha pectínea, são muito cobradas em provas.

Detalhes

O canal anal começa na alça do músculo puborretal (junção anorretal) e termina na margem anal. A linha pectínea é o principal marco anatômico que divide o canal em duas regiões embriologicamente distintas: acima da linha, o tecido deriva do endoderma (intestino posterior) e, abaixo, do ectoderma (proctodeu). Isso tem grandes implicações clínicas: Acima da linha pectínea: inervação visceral (insensível à dor), suprimento arterial pela artéria retal superior (ramo da AMI), drenagem venosa pela veia retal superior para o sistema porta, drenagem linfática para os linfonodos ilíacos internos e epitélio colunar; aqui surgem as hemorroidas internas (indolores, podem sangrar). Abaixo da linha pectínea: inervação somática pelo nervo retal inferior (nervo pudendo, sensível à dor), suprimento arterial pela artéria retal inferior (ramo da pudenda interna), drenagem venosa pela veia retal inferior para o sistema sistêmico (cava), drenagem linfática para os linfonodos inguinais superficiais e epitélio escamoso estratificado; aqui surgem as hemorroidas externas (dolorosas). Isso também é importante para o estadiamento do câncer: os tumores acima da linha pectínea são adenocarcinomas com drenagem para os linfonodos ilíacos internos, enquanto os abaixo são carcinomas espinocelulares (associados ao HPV) com drenagem para os linfonodos inguinais. O esfíncter anal interno é uma continuação da muscular própria (músculo liso, involuntário, controlado pelo sistema nervoso autônomo) e o esfíncter anal externo é de músculo esquelético (voluntário, inervado pelo ramo retal inferior do nervo pudendo, S2-S4), fundamental para manter a continência. As fissuras anais ocorrem classicamente na posição posterior (irrigação sanguínea pobre) e são dolorosas devido à inervação somática abaixo da linha pectínea. Compreender essa anatomia é essencial para explicar a classificação das hemorroidas, a fisiopatologia da fissura anal, as anastomoses portossistêmicas (local de varizes relacionadas à hipertensão portal) e os princípios cirúrgicos e oncológicos no manejo do câncer anal.

Fontes

  • Moore's Clinically Oriented Anatomy
  • First Aid for the USMLE Step 1
  • Netter's Atlas of Human Anatomy
  • Gray's Anatomy for Students

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canal anal: glossário médico | Medusa