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AMP

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Resumo

AMP significa, mais comumente, monofosfato de adenosina (um nucleotídeo; o AMPc é sua forma cíclica de segundo mensageiro, e o AMP ativa a AMPK como sinal de depleção de energia celular). Outros usos relevantes em provas: peptídeos antimicrobianos (p. ex., defensinas), abreviações de modulado em amplitude/ampicilina, e AMP = "Adenosine Monophosphate" no metabolismo das purinas (IMP → AMP).

Detalhes

**1. Monofosfato de adenosina (AMP) – o principal significado no USMLE** - Estrutura: adenina + ribose + um fosfato. Formado a partir de ATP → ADP → AMP por hidrólise, ou pela adenilato quinase (2 ADP ⇌ ATP + AMP). - **AMPc**: produzido a partir do ATP pela adenilil ciclase; degradado a 5'-AMP pela fosfodiesterase (PDE). Cafeína/teofilina inibem a PDE (↑AMPc); sildenafila inibe a PDE5 (GMPc). O AMPc ativa a proteína quinase A (PKA). Receptores acoplados à Gs ↑AMPc (β1, β2, D1, H2, V2, glucagon, ACTH, TSH, FSH/LH, PTH, calcitonina, CRH, hCG, MSH); receptores acoplados à Gi ↓AMPc (M2, α2, D2, H3, opioides μ/δ/κ). A toxina colérica (Gs, ADP-ribosilação → permanentemente ativada) e a toxina pertussis (Gi → desligada) alteram o AMPc. A toxina termolábil da E. coli ↑AMPc; o fator de edema do antraz e a toxina adenilato ciclase da Bordetella também ↑AMPc. - **Proteína quinase ativada por AMP (AMPK)**: ativada por relação AMP:ATP elevada (estado de baixa energia). Efeitos: ↑catabolismo (captação de glicose, oxidação de ácidos graxos, ↑translocação do GLUT4), ↓anabolismo (inibe a acetil-CoA carboxilase → ↓síntese de ácidos graxos, ↓HMG-CoA redutase). A **metformina** ativa a AMPK (e inibe o complexo I mitocondrial e a gliconeogênese hepática). - **Regulação alostérica**: o AMP ativa a fosfofrutoquinase-1 (glicólise) e a glicogênio fosforilase (músculo); inibe a frutose-1,6-bifosfatase (gliconeogênese). - **Metabolismo das purinas**: IMP → AMP (via adenilossuccinato, requer GTP; o aspartato doa nitrogênio) e IMP → GMP (requer ATP). AMP → IMP via AMP desaminase → inosina → hipoxantina → xantina → ácido úrico (xantina oxidase; alvo do alopurinol/febuxostate). A deficiência de adenosina desaminase (ADA) → ↑dATP → inibe a ribonucleotídeo redutase → ↓ linfócitos → **SCID AR**. A deficiência de mioadenilato desaminase causa mialgia induzida por exercício. - Farmacologia: a adenosina (usada na TSV) atua nos receptores A1 (Gi) → ↓AMPc, ↑efluxo de K+ no nó AV. As metilxantinas antagonizam os receptores de adenosina. - Mnemônico para fármacos da síntese de purinas: micofenolato/ribavirina inibem a IMP desidrogenase (IMP → GMP); 6-MP/azatioprina inibem a síntese de novo de purinas.

**2. Peptídeos antimicrobianos (AMPs)** - Efetores da imunidade inata (defensinas, catelicidina LL-37) que rompem membranas microbianas; produzidos por neutrófilos e células epiteliais (células de Paneth nas criptas intestinais). A deficiência de defensinas está associada à doença de Crohn (mutações do NOD2 → ↓α-defensina).

**3. Outros usos** - "AMP" = ampicilina (aminopenicilina; cobre Listeria, Enterococcus, alguns gram-negativos—organismos "HELPSS"/"HHEELPSS"; combinar com sulbactam para cobertura de β-lactamases). - "Amp" = ampola/ampère/amplitude em contextos fora das provas.

**Ponto-chave de alto rendimento**: AMP = sinal de baixa energia (↑AMP:ATP → AMPK ↑ → catabolismo); o AMPc é o segundo mensageiro degradado a AMP pela fosfodiesterase.

Fontes

  • First Aid for the USMLE Step 1 (Biochemistry: Purine metabolism, Signal transduction; Pharmacology: Metformin)
  • Lippincott Illustrated Reviews: Biochemistry
  • Harper's Illustrated Biochemistry
  • Goodman & Gilman's The Pharmacological Basis of Therapeutics
  • Pathoma / Sketchy Medical (Biochemistry & Pharmacology)

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