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não disjunção

GenéticaReprodutivoGenético/Cromossômico (multissistêmico)

Resumo

A não disjunção é a falha na separação adequada dos cromossomos homólogos (Meiose I) ou das cromátides-irmãs (Meiose II ou mitose) durante a divisão celular, resultando em gametas ou células com número anormal de cromossomos (aneuploidia). É a causa mais comum de trissomias e monossomias, sendo a idade materna o principal fator de risco para erros na Meiose I (p. ex., síndrome de Down).

Detalhes

A não disjunção ocorre quando os cromossomos não se segregam corretamente durante a anáfase da divisão celular. Na não disjunção da Meiose I, os pares de cromossomos homólogos não se separam, produzindo gametas dissômicos (contendo ambos os homólogos) ou nulissômicos (sem nenhum deles). Na não disjunção da Meiose II, as cromátides-irmãs não se separam após a Meiose I ter ocorrido normalmente, resultando em um gameta com duas cópias de uma cromátide, um gameta sem esse cromossomo e dois gametas normais. A não disjunção mitótica após a fertilização leva ao mosaicismo, em que o indivíduo apresenta duas ou mais linhagens celulares geneticamente distintas.

Importância clínica: a não disjunção é a principal causa de aneuploidia em humanos. Exemplos importantes incluem: - Trissomia do 21 (síndrome de Down) – a causa mais comum é a não disjunção na Meiose I, fortemente associada à idade materna avançada devido à parada prolongada dos oócitos na prófase I. - Trissomia do 18 (síndrome de Edwards) e Trissomia do 13 (síndrome de Patau). - Aneuploidias dos cromossomos sexuais: síndrome de Klinefelter (47,XXY), síndrome de Turner (45,X) e outras. - A dissomia uniparental também pode resultar de eventos de não disjunção combinados com o "resgate da trissomia".

A idade materna aumenta o risco devido à degradação do aparelho do fuso meiótico e das proteínas coesinas que mantêm os cromossomos unidos durante a parada em dictióteno dos oócitos, que pode durar décadas. O diagnóstico é frequentemente feito por análise do cariótipo, e o rastreamento pré-natal inclui marcadores séricos maternos, ultrassonografia para translucência nucal e teste pré-natal não invasivo (DNA fetal livre), com diagnóstico definitivo por amniocentese ou biópsia de vilo corial.

Distinguir a não disjunção de outros mecanismos de aneuploidia (como a translocação robertsoniana) é importante, especialmente na síndrome de Down, pois os casos decorrentes de translocação têm implicações diferentes quanto ao risco de recorrência no aconselhamento genético.

Fontes

  • First Aid for the USMLE Step 1
  • Robbins Basic Pathology
  • Thompson & Thompson Genetics in Medicine

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