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toxina do antraz

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Resumo

A toxina do antraz é uma exotoxina tripartite do Bacillus anthracis, composta por antígeno protetor, fator edema e fator letal. O antígeno protetor medeia a entrada na célula, o fator edema é uma adenilato ciclase que causa edema maciço e o fator letal é uma protease que mata as células.

Detalhes

A toxina segue o modelo AB, com um componente B compartilhado. O antígeno protetor se liga a receptores da célula do hospedeiro e forma um poro pelo qual entram as duas subunidades A enzimáticas; recebe esse nome porque o anticorpo contra ele é protetor e porque é o imunógeno da vacina contra o antraz. O fator edema é uma adenilato ciclase dependente de calmodulina que eleva o AMPc intracelular, causando o característico edema maciço, gelatinoso e sem cacifo, e também prejudica a função dos neutrófilos. O fator letal é uma metaloprotease de zinco que cliva as MAP quinases quinases, inativando a sinalização e matando macrófagos, com liberação de mediadores inflamatórios e choque. B. anthracis é um bacilo gram-positivo formador de esporos, único por ter uma cápsula proteica de poli-D-glutamato, e não polissacarídica, que é antifagocítica e pouco imunogênica. O antraz cutâneo, a forma mais comum, produz uma escara negra indolor com edema ao redor; o antraz por inalação produz mediastinite hemorrágica com alargamento do mediastino; o antraz gastrointestinal ocorre após a ingestão de carne contaminada. O tratamento é feito com ciprofloxacino ou doxiciclina, com antitoxina na doença sistêmica.

Fontes

  • Levinson Medical Microbiology and Immunology
  • First Aid for the USMLE Step 1

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toxina do antraz: glossário médico | Medusa