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estreptococos viridans

MicrobiologiaCardiovascularGastrointestinalDoenças infecciosas

Resumo

Os estreptococos viridans são cocos gram-positivos alfa-hemolíticos, resistentes à optoquina e insolúveis em bile, que fazem parte da flora oral normal. São a principal causa de endocardite bacteriana subaguda em valvas previamente lesadas e têm papel central na cárie dentária.

Detalhes

O nome vem da coloração verde (viridis) da alfa-hemólise em ágar-sangue. Suas características laboratoriais definidoras servem para diferenciá-los do Streptococcus pneumoniae, que também apresenta alfa-hemólise, mas é sensível à optoquina, solúvel em bile e encapsulado. As espécies incluem S. mutans e S. sanguinis na boca, S. mitis e o grupo S. anginosus (milleri), que caracteristicamente forma abscessos no cérebro, no fígado e no abdome. O S. mutans metaboliza a sacarose da dieta para produzir dextranas, que permitem sua aderência ao esmalte e a produção de ácido, causando cáries. Após procedimentos dentários ou na presença de dentição precária, a bacteremia transitória permite que os estreptococos viridans, por meio da dextrana, adiram a valvas lesadas ou protéticas, produzindo endocardite subaguda de curso indolente, febre baixa e fenômenos imunológicos como nódulos de Osler, manchas de Roth e glomerulonefrite. A profilaxia com amoxicilina antes de procedimentos dentários hoje é restrita aos pacientes de maior risco: valvas protéticas, endocardite prévia, certas cardiopatias congênitas e valvulopatia de transplante cardíaco.

Fontes

  • Levinson Medical Microbiology and Immunology
  • First Aid for the USMLE Step 1

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estreptococos viridans: glossário médico | Medusa