infecções nosocomiais
Resumo
As infecções nosocomiais são aquelas adquiridas durante a assistência à saúde, surgindo mais de quarenta e oito horas após a admissão. Cateteres urinários, cateteres venosos centrais, ventiladores e feridas cirúrgicas respondem pela maioria delas, e a prevenção se concentra no uso criterioso de dispositivos e na higiene das mãos.
Detalhes
A infecção associada a dispositivos é a categoria dominante, e a medida preventiva isolada mais eficaz para cada uma delas é retirar o dispositivo assim que ele deixar de ser necessário. Cateteres urinários devem ser colocados apenas para indicações definidas e retirados prontamente; cateteres venosos centrais exigem precauções de barreira máxima na inserção, preparo da pele com clorexidina e revisão diária da necessidade; pacientes em ventilação mecânica se beneficiam da elevação da cabeceira, da interrupção diária da sedação com testes de respiração espontânea e do cuidado oral. A resistência antimicrobiana se concentra nesse ambiente: MRSA, enterococos resistentes à vancomicina, Enterobacteriaceae produtoras de beta-lactamase de espectro estendido e de carbapenemase, e Pseudomonas e Acinetobacter multirresistentes. Clostridioides difficile merece menção à parte porque seus esporos não são mortos pela higienização das mãos com preparação alcoólica, exigindo água e sabão e precauções de contato com um agente esporicida; o risco acompanha o uso de antibióticos de amplo espectro, especialmente clindamicina, fluoroquinolonas e cefalosporinas, e o tratamento de um primeiro episódio é vancomicina oral ou fidaxomicina, com transplante de microbiota fecal para doença recorrente. A higiene das mãos continua sendo a intervenção isolada de maior rendimento.
Fontes
- Harrison's Principles of Internal Medicine
- Levinson Medical Microbiology and Immunology
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