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tetanospasmina

MicrobiologiaNervosoDoenças infecciosas

Resumo

A tetanospasmina é a neurotoxina do Clostridium tetani, uma protease dependente de zinco que cliva proteínas SNARE em interneurônios inibitórios e bloqueia a liberação de glicina e GABA. A perda da inibição produz a paralisia espástica do tétano.

Detalhes

O C. tetani é um bastonete gram-positivo anaeróbio obrigatório, formador de esporos, encontrado no solo; os esporos terminais conferem aspecto de baqueta de tambor ou de raquete de tênis. Os esporos germinam em feridas desvitalizadas e mal perfundidas, como ferimentos puntiformes, queimaduras e cotos umbilicais de recém-nascidos não imunizados. A toxina é captada na junção neuromuscular e transportada de forma retrógrada ao longo do axônio motor até a medula espinal, onde passa para os interneurônios inibitórios de Renshaw e cliva a sinaptobrevina (VAMP), impedindo a fusão das vesículas. O próprio microrganismo não invade os tecidos, de modo que o quadro clínico é inteiramente mediado pela toxina, e a ferida pode parecer insignificante ou já ter cicatrizado. Como a toxina se liga de forma irreversível, a imunoglobulina só consegue neutralizar a toxina livre circulante, e a recuperação exige o crescimento de novos terminais nervosos ao longo de semanas. A toxina de efeito oposto é a botulínica, que cliva a mesma família SNARE, mas atua perifericamente nos terminais colinérgicos excitatórios, causando paralisia flácida descendente com dilatação pupilar e boca seca. Ambas estão entre as toxinas mais potentes conhecidas.

Fontes

  • Levinson Medical Microbiology and Immunology
  • First Aid for the USMLE Step 1

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tetanospasmina: glossário médico | Medusa