antiplaquetários
Resumo
Os antiplaquetários são fármacos que inibem a agregação plaquetária, reduzindo a formação de trombos arteriais. São usados na prevenção secundária de eventos cardiovasculares (IAM, AVC) e em pacientes com stents coronarianos ou doença arterial periférica. Os principais agentes incluem o ácido acetilsalicílico (AAS), os inibidores do P2Y12 (clopidogrel, ticagrelor, prasugrel) e os inibidores da GPIIb/IIIa (abciximabe, eptifibatida, tirofibana).
Detalhes
As plaquetas desempenham papel central na formação do trombo arterial (branco), que é distinto da formação do trombo venoso (vermelho), impulsionada principalmente pela cascata de coagulação. Os antiplaquetários atuam em diferentes etapas da ativação e da agregação plaquetária:
1. Ácido acetilsalicílico (AAS): Inibe de forma irreversível a COX-1, impedindo a síntese de tromboxano A2 (TXA2), que normalmente promove agregação plaquetária e vasoconstrição. O efeito dura toda a vida da plaqueta (~7-10 dias), pois as plaquetas não têm núcleo para ressintetizar a COX.
2. Inibidores do receptor P2Y12 (clopidogrel, prasugrel, ticagrelor, ticlopidina): Bloqueiam a ativação plaquetária induzida por ADP ao inibir o receptor P2Y12, impedindo a ativação do receptor GPIIb/IIIa. Clopidogrel e prasugrel são pró-fármacos irreversíveis que exigem ativação hepática (o clopidogrel via CYP2C19, sujeita a polimorfismos genéticos que afetam a eficácia); o ticagrelor é reversível e não requer ativação.
3. Inibidores da GPIIb/IIIa (abciximabe, eptifibatida, tirofibana): Bloqueiam a via final comum da agregação plaquetária ao impedir a ligação cruzada do fibrinogênio entre as plaquetas. Usados principalmente na síndrome coronariana aguda e durante a ICP, por via IV.
4. Dipiridamol: Inibe a fosfodiesterase, aumentando o AMPc, que inibe a ativação plaquetária; frequentemente associado ao AAS na prevenção de AVC.
5. Cilostazol: Inibidor da PDE3 com efeitos antiplaquetário e vasodilatador, usado na doença arterial periférica (claudicação).
Significado clínico: A terapia antiplaquetária dupla (DAPT, p. ex., AAS + clopidogrel) é padrão após SCA ou implante de stent coronariano para prevenir trombose do stent. Os antiplaquetários aumentam o risco de sangramento, particularmente sangramento gastrointestinal e equimoses, e devem ser usados com cautela junto com anticoagulantes. Diferentemente dos anticoagulantes (que atuam na cascata de coagulação e são mais eficazes no tromboembolismo venoso), os antiplaquetários são preferidos para a prevenção de trombose arterial.
Relevância para provas: Conheça os mecanismos, as indicações (SCA, prevenção de AVC, prevenção de trombose de stent) e a distinção entre o uso de antiplaquetários e de anticoagulantes conforme o tipo de trombo.
Fontes
- First Aid for the USMLE Step 1
- Katzung's Basic and Clinical Pharmacology
- Goodman & Gilman's The Pharmacological Basis of Therapeutics
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