diurético osmótico
Resumo
Os diuréticos osmóticos são substâncias que aumentam o débito urinário ao criar um gradiente osmótico nos túbulos renais, impedindo a reabsorção de água. O manitol é o fármaco protótipo, atuando principalmente no túbulo proximal e no ramo descendente da alça de Henle. São usados para reduzir a pressão intracraniana, tratar o edema cerebral e forçar a diurese em certas intoxicações por ingestão de toxinas.
Detalhes
Os diuréticos osmóticos são substâncias farmacologicamente inertes, filtradas livremente no glomérulo, mas pouco reabsorvidas pelos túbulos renais. Quando presentes em altas concentrações no lúmen tubular, criam uma força osmótica que se opõe à reabsorção de água, levando ao aumento do volume urinário. O manitol, o diurético osmótico de maior importância clínica, atua principalmente no túbulo proximal e no ramo descendente da alça de Henle, onde impede a reabsorção normal de água. Esse mecanismo difere do de outros diuréticos, que bloqueiam transportadores específicos. As aplicações clínicas incluem reduzir a pressão intracraniana (PIC) elevada em pacientes neurocirúrgicos, tratar o edema cerebral e aumentar a eliminação de certas toxinas. O manitol também pode ser usado de forma profilática para prevenir a lesão renal aguda durante certos procedimentos cirúrgicos. Os efeitos adversos incluem expansão inicial do volume plasmático (que pode piorar a insuficiência cardíaca), distúrbios eletrolíticos e possível precipitação nos túbulos renais se administrado em doses muito altas. O fármaco deve ser administrado por via intravenosa e é contraindicado em pacientes com insuficiência cardíaca grave ou edema pulmonar devido ao seu efeito inicial de expansão de volume.
Fontes
- Katzung's Basic & Clinical Pharmacology
- Goodman & Gilman's The Pharmacological Basis of Therapeutics
- First Aid for the USMLE Step 1
- Lippincott Illustrated Reviews: Pharmacology
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