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poliartrite migratória

ReumatologiaMusculoesqueléticoCardiovascular

Resumo

A poliartrite migratória é uma inflamação articular que passa de uma articulação para outra, com melhora de cada local à medida que a próxima é acometida. É a manifestação maior mais comum da febre reumática aguda e também ocorre na infecção gonocócica disseminada e na doença de Lyme.

Detalhes

Na febre reumática aguda, a artrite tipicamente acomete grandes articulações — joelhos, tornozelos, cotovelos, punhos — de forma assimétrica e sequencial, é extremamente dolorosa e responde de modo dramático a salicilatos ou AINEs, e se resolve sem deformidade; é o critério maior de Jones mais frequente, mas, ao contrário da cardite, não deixa dano permanente. Há uma relação inversa que vale lembrar: quanto mais proeminente a artrite, menos provável é a cardite grave. A febre reumática ocorre duas a quatro semanas após a faringite pelo estreptococo do grupo A, e não após infecção de pele, e é mediada por mimetismo molecular entre a proteína M estreptocócica e a miosina cardíaca e outros tecidos; o tratamento consiste em terapia anti-inflamatória mais penicilina para erradicar o microrganismo, seguida de profilaxia secundária de longa duração. Outras causas de padrão migratório incluem a infecção gonocócica disseminada, em que a artrite acompanha tenossinovite e lesões cutâneas pustulosas; a doença de Lyme precoce; e a artrite da endocardite subaguda. Contrasta com a artrite aditiva e simétrica de pequenas articulações da artrite reumatoide e com a apresentação monoarticular da artrite séptica e da gota.

Fontes

  • Harrison's Principles of Internal Medicine
  • First Aid for the USMLE Step 1

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poliartrite migratória: glossário médico | Medusa