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sopro contínuo

CardiologiaCardiovascularPediatria (cardiopatia congênita)

Resumo

Um sopro contínuo é um sopro cardíaco que começa na sístole e se estende sem interrupção através de B2 para toda a diástole ou parte dela, indicando um gradiente de pressão persistente entre duas câmaras ou vasos durante todo o ciclo cardíaco. O exemplo clássico é a persistência do canal arterial (PCA), que produz um sopro "em maquinaria" mais bem audível na região infraclavicular esquerda/borda esternal superior esquerda.

Detalhes

Os sopros contínuos ocorrem devido ao fluxo sanguíneo através de uma estrutura que mantém um gradiente de pressão entre duas estruturas conectadas (p. ex., aorta e artéria pulmonar, ou artéria e veia) tanto na sístole quanto na diástole, sem intervalo silencioso em B2. Isso o diferencia dos sopros sistólico e diastólico combinados, que apresentam uma breve pausa em B2.

Principais causas: - Persistência do canal arterial (PCA): causa mais comum; sopro contínuo "em maquinaria", mais intenso em B2, mais bem audível na região infraclavicular esquerda/borda esternal superior; associada à síndrome da rubéola congênita e à prematuridade; pressão de pulso ampla e pulsos amplos (célere). - Zumbido venoso (venous hum): achado benigno comum em crianças, audível na região do pescoço/supraclavicular, desaparece com o paciente deitado ou com a compressão da veia jugular. - Fístula arteriovenosa coronariana. - Aneurisma roto do seio de Valsalva. - Janela aortopulmonar. - Sopro mamário (mammary souffle): benigno, ocorre no fim da gestação/lactação devido ao aumento do fluxo sanguíneo pela vasculatura mamária. - Fístula arteriovenosa (cirúrgica, p. ex., para diálise, ou traumática).

Fisiopatologia: O sopro resulta de fluxo turbulento e contínuo devido a um gradiente persistente através de uma comunicação (p. ex., a PCA conecta a aorta, de maior pressão, à artéria pulmonar, de menor pressão, tanto na sístole quanto na diástole).

Significado clínico: Reconhecer os sopros contínuos ajuda a localizar lesões de shunt vascular/cardíaco congênitas ou adquiridas. Em neonatos, um sopro contínuo sugere fortemente PCA, especialmente no contexto de prematuridade ou de infecção materna por rubéola durante a gestação. O tratamento da PCA envolve indometacina ou fechamento cirúrgico/por cateter, embora ela possa ser mantida aberta com prostaglandinas se cardiopatias congênitas a exigirem para a sobrevivência (p. ex., transposição das grandes artérias).

Características distintivas para as provas: Sopro contínuo (sem intervalo em B2) vs. sopro em vaivém (to-and-fro; uma combinação de componentes sistólico e diastólico com um breve período silencioso em B2, como na insuficiência aórtica associada à estenose).

Fontes

  • First Aid for the USMLE Step 1
  • Braunwald's Heart Disease: A Textbook of Cardiovascular Medicine
  • UpToDate: Congenital heart disease in children: pathophysiology and clinical features
  • Costanzo Physiology

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