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bainha tendínea

AnatomiaMusculoesqueléticoTecido conjuntivoMembro superior (mão/punho)Membro inferior (pé/tornozelo)

Resumo

A bainha tendínea é um tubo sinovial de parede dupla, preenchido por líquido, que envolve os tendões onde eles passam sob retináculos, por túneis osteofibrosos ou através de articulações (p. ex., mão, punho, pé). Reduz o atrito e permite o deslizamento suave. Principais correlações clínicas: tenossinovite flexora infecciosa (sinais de Kanavel), tenossinovite de de Quervain, dedo em gatilho e cistos gangliônicos.

Detalhes

ESTRUTURA: A bainha tendínea tem duas camadas. A bainha fibrosa externa (incluindo as polias anulares A1–A5 e cruciformes nos dedos) fixa o tendão e impede o efeito de corda de arco (bowstringing). A bainha sinovial interna tem uma camada parietal que reveste a bainha fibrosa e uma camada visceral que recobre o tendão. Entre elas há um espaço potencial com pequena quantidade de líquido sinovial que lubrifica e nutre o tendão. O mesotendão (vínculos) transporta o suprimento sanguíneo. As bainhas sinoviais existem apenas onde o atrito é alto (porções distais dos membros: palma, dedos, punho, tornozelo). Os tendões em outras regiões são envolvidos por tecido conjuntivo frouxo (paratendão).

ANATOMIA-CHAVE: Na mão, os tendões do flexor superficial dos dedos e do flexor profundo dos dedos compartilham a bainha flexora comum (bolsa ulnar), que continua até a falange distal do 5º dedo. O flexor longo do polegar tem bainha própria (bolsa radial). As bainhas do polegar e do 5º dedo geralmente se comunicam através do túnel do carpo (a via do "abscesso em ferradura"). As bainhas dos dedos indicador, médio e anelar são separadas e terminam na palma (as extremidades proximais são bolsas em fundo cego). O dorso do punho tem seis compartimentos extensores, cada um com sua própria bainha.

CORRELAÇÕES CLÍNICAS: - Tenossinovite flexora infecciosa (supurativa): Geralmente por trauma penetrante, mais frequentemente por Staphylococcus aureus. Os quatro sinais de Kanavel: (1) dedo mantido em leve flexão, (2) edema fusiforme, (3) dor à palpação ao longo da bainha flexora e (4) dor à extensão passiva (o sinal mais sensível). É uma emergência cirúrgica (irrigação/desbridamento mais antibióticos IV). A infecção pode se disseminar para o espaço profundo de Parona e formar um abscesso em ferradura. - Tenossinovite de de Quervain: Acomete o 1º compartimento dorsal (abdutor longo do polegar e extensor curto do polegar). Observada em mães recentes e com uso repetitivo do polegar. Achados: dor radial no punho e teste de Finkelstein positivo. O tratamento é órtese tipo spica para o polegar, AINEs e infiltração de corticosteroide. - Tenossinovite estenosante (dedo em gatilho): O nódulo do tendão flexor fica preso na polia A1, causando travamento ou estalido. Os fatores de risco incluem diabetes e artrite reumatoide. - Cisto gangliônico: Cisto preenchido por mucina, originado da cápsula articular ou da bainha tendínea. É mais comum no dorso do punho. É benigno e transilumina. - Tumor de células gigantes da bainha tendínea: Massa benigna e indolor (a forma extra-articular da sinovite vilonodular pigmentada). É a segunda massa mais comum da mão, depois dos cistos gangliônicos. Histologia: células gigantes multinucleadas, macrófagos carregados de hemossiderina e células espumosas. - Artrite reumatoide: Causa tenossinovite e pode levar à ruptura de tendões (p. ex., tendões extensores no punho). - Infecção gonocócica (infecção gonocócica disseminada): Tríade clássica de tenossinovite, poliartralgia migratória e dermatite (lesões pustulosas). - Síndrome do túnel do carpo: O espessamento tenossinovial pode comprimir o nervo mediano.

PÉROLA DE ALTO RENDIMENTO: A infecção da bainha tendínea na mão é um diagnóstico clínico. Não atrase o tratamento para realizar exames de imagem. A dor à extensão passiva é o achado mais precoce e mais sensível.

Fontes

  • First Aid for the USMLE Step 1 (Musculoskeletal: hand/wrist anatomy, de Quervain, DGI)
  • Moore's Clinically Oriented Anatomy
  • Gray's Anatomy for Students
  • Robbins & Cotran Pathologic Basis of Disease (tenosynovial giant cell tumor)
  • UpToDate: Purulent flexor tenosynovitis
  • Pathoma

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