Enterococcus
Resumo
Enterococcus faecalis e faecium são cocos gram-positivos do grupo D da flora intestinal normal, que crescem na bile e em cloreto de sódio a 6,5%. Causam infecção do trato urinário, infecção biliar e endocardite subaguda, e destacam-se pela resistência antibiótica intrínseca e adquirida.
Detalhes
O teste de tolerância ao sal diferencia os enterococos, que crescem em solução salina hipertônica, de Streptococcus gallolyticus (bovis), que não cresce, embora ambos cresçam na bile. Os enterococos são resistentes e persistem em superfícies hospitalares, contribuindo para a disseminação nosocomial. Clinicamente, causam infecção do trato urinário, especialmente após instrumentação, sepse intra-abdominal e biliar, e endocardite após procedimentos geniturinários ou gastrointestinais, classicamente subaguda e em valvas anormais. Seu perfil de resistência é cobrado em provas: são intrinsecamente resistentes a cefalosporinas e a aminoglicosídeos em monoterapia, embora um agente de parede celular associado a um aminoglicosídeo seja sinérgico e constitua o esquema clássico para endocardite enterocócica; E. faecium tem muito mais probabilidade que E. faecalis de ser resistente tanto à ampicilina quanto à vancomicina. A resistência à vancomicina decorre dos genes vanA ou vanB, que alteram a extremidade do peptidoglicano, e o tratamento de VRE baseia-se em linezolida ou daptomicina. Ampicilina associada a ceftriaxona é hoje uma alternativa sinérgica aceita para endocardite por E. faecalis, evitando a nefrotoxicidade dos aminoglicosídeos.
Fontes
- Levinson Medical Microbiology and Immunology
- Harrison's Principles of Internal Medicine
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