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eritema crônico migratório

DermatologiaTegumentarDoenças infecciosas

Resumo

O eritema crônico migratório é a erupção anular em expansão da doença de Lyme localizada precoce, frequentemente com clareamento central que produz aspecto em alvo ou em olho de boi. Surge de dias a um mês após a picada de carrapato do gênero Ixodes e é diagnóstico o bastante para justificar tratamento sem sorologia.

Detalhes

A lesão começa como uma mácula ou pápula vermelha no local da picada e se expande ao longo de dias a semanas, comumente alcançando mais de cinco centímetros, com borda plana em avanço; o clareamento central ocorre em uma minoria, portanto a ausência de olho de boi não exclui o diagnóstico. Costuma ser quente, mas não dolorosa nem pruriginosa, e predomina na axila, na virilha e na fossa poplítea. A doença de Lyme é causada por Borrelia burgdorferi, transmitida por Ixodes scapularis no nordeste e no alto meio-oeste dos Estados Unidos e por Ixodes pacificus na costa oeste, tendo o camundongo-de-patas-brancas como reservatório e o cervo como hospedeiro reprodutivo; a transmissão geralmente exige mais de trinta e seis horas de fixação. Como a sorologia costuma ser negativa nas primeiras semanas, o eritema migratório é um diagnóstico clínico, tratado com doxiciclina, ou com amoxicilina ou cefuroxima em crianças menores de oito anos e na gestação. Sem tratamento, a doença evolui para o estágio disseminado precoce, com múltiplas lesões secundárias, paralisia do nervo facial, que pode ser bilateral, e bloqueio AV, e para a artrite de Lyme tardia do joelho.

Fontes

  • Harrison's Principles of Internal Medicine
  • First Aid for the USMLE Step 1

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