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proeritroblastos

HematologiaHematológicoMedula óssea

Resumo

Os proeritroblastos são as células precursoras mais precoces da linhagem eritroide identificáveis morfologicamente na medula óssea, originadas das células progenitoras eritroides (BFU-E e CFU-E) sob a influência da eritropoetina. São células grandes, com núcleo grande, nucléolos proeminentes e citoplasma intensamente basofílico devido ao alto conteúdo de RNA ribossomal, refletindo a preparação ativa para a síntese de hemoglobina.

Detalhes

Os proeritroblastos representam o primeiro estágio da eritropoese que pode ser distinguido morfologicamente no esfregaço de medula óssea, seguindo a via célula-tronco hematopoética pluripotente → progenitor mieloide → BFU-E → CFU-E → proeritroblasto. A eritropoetina (EPO), produzida pelas células intersticiais peritubulares renais em resposta à hipóxia, estimula a proliferação e a diferenciação das CFU-E em proeritroblastos e nos estágios subsequentes. Morfologicamente, os proeritroblastos são células grandes (~14-19 micrômetros), com núcleo redondo a oval contendo cromatina fina e aberta e 1-2 nucléolos, e um pequeno halo de citoplasma intensamente basofílico (devido à abundância de ribossomos/RNA necessários para a futura síntese das cadeias de globina). Nesse estágio, não têm hemoglobina. Os proeritroblastos sofrem divisões mitóticas sucessivas e amadurecem pelos seguintes estágios: proeritroblasto → eritroblasto basófilo → eritroblasto policromatófilo → eritroblasto ortocromático (normoblasto) → reticulócito → eritrócito maduro. Durante a maturação, o tamanho da célula diminui, a cromatina nuclear se condensa, a hemoglobina se acumula (conferindo citoplasma cada vez mais eosinofílico/rosado) e, por fim, o núcleo é extruído no estágio ortocromático. Clinicamente, os proeritroblastos são relevantes na investigação de anemias e de doenças da medula óssea. Aumento de proeritroblastos/precursores eritroides é observado em condições de hiperplasia eritroide (p. ex., anemia hemolítica, perda sanguínea crônica), refletido por uma relação mieloide:eritroide (M:E) aumentada na biópsia de medula óssea (normalmente de 2:1 a 4:1, diminuindo na hiperplasia eritroide). A aplasia pura da série vermelha (p. ex., associada à infecção por parvovírus B19, timoma ou certos fármacos) mostra ausência seletiva de precursores eritroides, incluindo os proeritroblastos, enquanto proeritroblastos gigantes são um achado característico da infecção por parvovírus B19, devido ao seu tropismo pelas células progenitoras eritroides (liga-se ao antígeno P/receptor globosídeo). As síndromes mielodisplásicas e a leucemia eritroide aguda (um subtipo raro de LMA, M6) podem apresentar proeritroblastos anormais ou aumentados, com características displásicas. Compreender esse estágio é importante para interpretar aspirados/biópsias de medula óssea e correlacioná-los com achados do sangue periférico, como a contagem de reticulócitos, que reflete a atividade eritropoética global.

Fontes

  • Robbins and Cotran Pathologic Basis of Disease
  • First Aid for the USMLE Step 1
  • Hoffman's Hematology: Basic Principles and Practice
  • Wintrobe's Clinical Hematology

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